Você ou algum familiar seu fuma? Saiba como isso pode afetar o seu pet.

O hábito de fumar

Considerado até mesmo como “legal ou chique” algumas décadas atrás, o hábito de fumar cigarros e charutos tem se tornado cada vez mais indesejado nos dias atuais, especialmente com o aumento do número de estudos que comprovam seus inúmeros malefícios à saúde humana. Recentemente têm surgido estudos acerca das influências do cigarro de tutores na saúde dos pets, e os resultados obtidos não são nada encorajadores aos fumantes.

Não é novidade dizer que os milhares de componentes tóxicos da fumaça do cigarro afetam o sistema cardiorrespiratório e nervoso nos humanos e que os fumantes passivos são quase tão afetados quanto os fumantes, mas essa situação se estende aos pets em casa também, cães, gatos e até mesmo passarinhos. Os efeitos da fumaça vão de problemas respiratórios e alergias até grande aumento da chance de surgimento de câncer.

O cigarro e o gato

Existe um risco extra para pets, tanto o gato quanto o cachorro, chamado “fumo de terceira mão”. Trata-se das partículas que ficam impregnadas em móveis, tapetes, cortinas, cabelos e roupas, e os pets possuem bastante contato com essas partículas, especialmente por farejarem bastante o ambiente. No caso dos gatos ainda existe um risco maior, pois eles limpam sua pelagem várias vezes ao dia e isso faz com que suas mucosas orais sejam constantemente expostas às substancias nocivas do cigarro.

Estudos que investigam o câncer e o fumo em gatos apontam que pets que vivem com fumantes tem duas vezes mais chance de desenvolverem a doença, que em 12 meses mata 3 de cada 4 gatos afetados. Existem pesquisas que também mostram a presença de nicotina e outras das toxinas do cigarro presentes na urina do pet.

O cigarro e o cão

Em pets caninos alguns estudos da Universidade Estadual do Colorado apontam um aumento da incidência de tumores nasais e câncer de mama em cães que vivem com fumantes.

Em pets de focinho longo, como retrievers e pastores alemães a incidência de tumores nasais é mais comum e infelizmente os pets que sofrem dessa doença não possuem mais do que um ano de expectativa de vida. Já nas raças de focinho curto, como bulldog e pug, possuem números mais elevados de câncer de pulmão, justamente pela maior facilidade dessas partículas cancerígenas chegarem aos pulmões do que em raças de focinho mais longo. Os números que mostram o risco de aparecimento de câncer de pulmão em cães que convivem com fumantes chegam a assustadores 60%.

Como diminuir esses riscos?

O principal modo de prevenir todos esses malefícios é convencer e apoiar os fumantes da casa a deixarem esse péssimo hábito, melhorando a saúde tanto deles quanto de todos ao seu redor, humanos e pets. Enquanto o fumante não consegue deixar o hábito, recomenda-se que ele evite fumar nos ambientes mais fechados da casa, preferindo varandas, quintais ou locais mais abertos e arejados. É recomendável também que o fumante lave as mãos (e, se possível, os cabelos também) após fumar, mantenha os cinzeiros sempre limpos e evite qualquer contato dos pets com cinzeiros e lixo onde são descartados os cigarros.

Faça esse esforço por todos

O tabagismo é um hábito bastante nocivo tanto para o fumante quanto aqueles ao seu redor, mesmo aqueles cujo único apoio que podem nos dar não é com palavras, mas com muito carinho e algumas lambidas. Incentive de maneira positiva os fumantes que você conhece, sejam eles tutores de pets ou não, a largarem esse hábito ou ao menos controlarem o cigarro, pela própria saúde e a de todos que lhe são importantes.

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